Essa é uma das canções de composição própria e que é tocada durante a apresentação do espetáculo.
sábado, 24 de setembro de 2011
P'ra ver você voltar
Este é um vídeo da canção P'ra ver você voltar, de autoria dos Poetas Pela Paz, gravado durante ensaio em julho de 2011.
Essa é uma das canções de composição própria e que é tocada durante a apresentação do espetáculo.
Essa é uma das canções de composição própria e que é tocada durante a apresentação do espetáculo.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Jardim das Ilusões
(In: RABELO, Gustavo. Antologia do Acaso. Kelps: Goiânia: 1999. p.16-17)
A raridade da orquídea
Em busca do amor-perfeito
Surge Vênus, a dama da noite,
Com seus brincos de princesa
E beijo doce, cativando cravos,
Crisântemos, e até mesmo
As pálidas crisálidas.
Da rosa à sálvia; da violeta à azaléia;
Camélia à bromélia; da gardênia à verbena...
Com saudades vou seguindo de rósea face
Em pensamentos... pensamentos de monsenhor
Em temporã quaresma.
Do lírio de Narciso ao mistério
Das maravilhas egípcias...
Observando a imponência da hortência,
A delicadeza da açucena,
Sentindo o perfume da alfazema
E a calmaria da camomila, sigo minha sina
Repleta de begônias, petúnias e perpétuas ilusões.
Nutrindo-me com um copo de leite,
Sento-me à sombra de um ipê.
Perdido na fragrância de jasmins,
Dálias e alecrins,
Jamais me esqueço de você.
P’ra me fazer feliz não é preciso muito
Apenas a simplicidade da margarida,
O fascínio do girassol,
A visão da magnífica magnólia
E a pureza da flor-de-lis.
Inspira-me a escrever os versos
Cantados pelas vozes dos hibiscos,
Gerânios e papagaios,
Enfeitados pela magia dos flocos
E, quem diria, pelo luto da tulipa negra
Que viu nascer aos pés de um bouganville
Um amor morto que ressuscita
À sombra de um manacá,
Na tranquilidade da flor de maracujá.
E mesmo agora, às onze horas,
no jardim das ilusões,
jacinto a fria companhia dos antúrios
e papoulas da vida, que apesar de vazia,
com a sua presença se torna viva, sempre-viva,
na essência da flor de maio...
no mês do amor.
sábado, 17 de setembro de 2011
Agenda Outubro - 2011
Em outubro de 2011, os Poetas Pela Paz se apresentarão:
Dia 06/10 - Auditório do CEMAB (Centro de Ensino Médio Ave Branca), em Taguatinga-DF, como parte da Semana Cultural da escola, em duas sessões: às 14h e às 15h30.
Dia 19/10 - Auditório da Faculdade CESB (Centro de Ensino Superior do Brasil), em Valparaíso de Goiás-GO, região do entorno de Brasília, na abertura da Semana Acadêmica da faculdade, às 20h.
Dia 28/10 - Espaço Cultural São José, na FAJESU (Faculdade Jesus Maria José), em Taguatinga-DF, como encerramento do "9º Simpósio Universo Literário: Brasília no mundo das letras", a partir das 19h, com discussões sobre a poesia e o fechamento com o espetáculo poético-musical.
Sejam bem-vindos a todos esses eventos.
domingo, 11 de setembro de 2011
Sob o céu de Bagdá
(In: CARVALHO, Nelson. Quatro. Goiânia: Kelps, 2005. p. 99-101)
há crianças
mas não há
sob o céu de bagdá
a brincar pelas vielas
entre os braços dos irmãos
a transpor às aquarelas
a esperança em suas mãos
como era em nagasaki
como era o panamá
há crianças
mas não há
sob o céu de bagdá
não há bolas não há chão
nem cantigas nem pião
há napalm há canhão
há silêncio nas manhãs
como houve panamás
como houve vietnãs
há crianças
mas não há
sob o céu de bagdá
quanto há de se gastar
contra o chão dos palestinos?
são soldados são meninos
como os há em bagdá
outra vez uma argentina
outra vez um panamá
há crianças
mas não há
sob o céu de bagdá
há por cá uma loucura
hediondas criaturas
a matar os meu destino
como houve uma granada
como houve panamás
há crianças
mas não há
sob o céu dos EUA
mas a mão que os guiará
cedo ou tarde as trairá
e fará de nova iorque
de paris ou de berlim
uma outra bagdá
como houve um panamá
são crianças as de lá
como somos os de cá
como em tudo tão iguais
: na verdade de amar
: no direito de viver
sem o jugo da opressão
são crianças lá e cá
como em tudo tão iguais
: no desejo de gerar
uma nova ordem de paz
e dentro da paz
do seio da paz
mais paz
nunca outra bagdá
hiroshimas nunca mais
há crianças
mas não há
sob o céu de bagdá
a brincar pelas vielas
entre os braços dos irmãos
a transpor às aquarelas
a esperança em suas mãos
como era em nagasaki
como era o panamá
há crianças
mas não há
sob o céu de bagdá
não há bolas não há chão
nem cantigas nem pião
há napalm há canhão
há silêncio nas manhãs
como houve panamás
como houve vietnãs
há crianças
mas não há
sob o céu de bagdá
quanto há de se gastar
contra o chão dos palestinos?
são soldados são meninos
como os há em bagdá
outra vez uma argentina
outra vez um panamá
há crianças
mas não há
sob o céu de bagdá
há por cá uma loucura
hediondas criaturas
a matar os meu destino
como houve uma granada
como houve panamás
há crianças
mas não há
sob o céu dos EUA
mas a mão que os guiará
cedo ou tarde as trairá
e fará de nova iorque
de paris ou de berlim
uma outra bagdá
como houve um panamá
são crianças as de lá
como somos os de cá
como em tudo tão iguais
: na verdade de amar
: no direito de viver
sem o jugo da opressão
são crianças lá e cá
como em tudo tão iguais
: no desejo de gerar
uma nova ordem de paz
e dentro da paz
do seio da paz
mais paz
nunca outra bagdá
hiroshimas nunca mais
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Estatuto do Choppericar
ARTIGO 1º:
fica decretada
a criação do verbo choppericar
a ser conjugado
toda sexta-feira ao fim da tarde
em qualquer lugar
- num bar, num apê ou em pleno ar -
mas de preferência sob o luar
e não só no verão,
porém - principalmente - quando for
outono em cada coração.
ARTIGO 2º:
fica decretado
que o verbo deve ser conjugado
por pessoas que se amem,
que possam passar a sensação do amar
inclusive com seu silêncio,
pois o que vale é estar presente,
sentindo-se bem
com amigos ao lado.
PARÁGRAFO ÚNICO:
é imprescindível que se conjuge o verbo também com o coração.
ARTIGO 3º:
decreta-se que os angustiados
serão sempre bem-vindos a choppericar
porque - é lindo - partilhar
a angústia que nos fustiga,
além do vento, com mãos espalmadas
e amigas.
PARÁGRAFO ÚNICO:
o verbo é defectivo
e assim paa todo o sempre há de ficar.
é proibido conjugá-lo no singular
pois com solidão
ele jamais vai rimar.
ARTIGO 4º:
estabelece-se a origem do verbo choppericar
como sendo da mesma família semântica
de provolonericar, mandiocaricar,
conversar, pizzaricar, alegrar, amar, amar.
Amar.
ARTIGO FINAL:
fica decretado
que as cadeiras vazias de um bar
se fazem vazias
para serem preenchidas pela alegria
e, mais que isso,
que nossas fantasias espalhadas à mesa
traduzem a certeza de que a beleza
é mais bela - muito mais -
quando construímos o belo
através da atitude de amar
e do exercício da paz.
Apresentação na Livraria Cultura em Brasília
Em 10 de abril de 2010, os Poetas Pela Paz se apresentaram na Livraria Cultura do shopping Casa Park, em Brasília-DF. Seguem algumas imagens:
Os Poetas Pela Paz
Nelson Carvalho

Gustavo Rabelo

Alessandro Eloy Braga

Os Poetas Pela Paz
Nelson Carvalho

Gustavo Rabelo

Alessandro Eloy Braga

Canção do Senhor da Guerra
Estatudo do Choppericar
Retrato, de Cecília Meireles
"Eu canto porque o instante existe"
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Sementes de Paz e Poesia.
Em breve este espaço será atualizado com mais informações sobre os poetas pela paz. Um grande abraço a todos! Cheio de Paz. Junte-se a nós nessa pacífica idéia de lançar sementes de poesia e música a quem delas precisar. Reza a lenda que um brinde entre amigos deve ser feito com uma nobre bebiada. Um Brinde a todos! Faço nossas as palavras de Goethe:
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