
Paz
Monossílabo
almejado
sentimento
ameaçado(?)
um grão de vento
o voar fora da asa
nascido dos Barros de Manoel
gomo de nuvem
em arejado arabesco
a algodoar alimentar
a amplidão
um vôo

um vão
de silêncio a adornar
um cair de lágrima
em impalpável momento de perdão.
Paz
fresco afresco
aroma de romã
assovio de canção
poema dedilhado em violão
(poema de Gustavo Rabelo em Homenagem ao centenário de Guimarães Rosa)
Monossílabo
almejado
sentimento
ameaçado(?)
um grão de vento
o voar fora da asa
nascido dos Barros de Manoel
gomo de nuvem
em arejado arabesco
a algodoar alimentar
a amplidão
um vôo

um vão
de silêncio a adornar
um cair de lágrima
em impalpável momento de perdão.
Paz
fresco afresco
aroma de romã
assovio de canção
poema dedilhado em violão
(poema de Gustavo Rabelo em Homenagem ao centenário de Guimarães Rosa)
2 comentários:
Queridos amigos, quão belo está este espaço de paz. Tamanha a minha alegria em fazer parte deste grupo de saltimbancos que partilham e vivenciam o espírito da paz. Sim, Gustavo, espírito de Pacificação, muito bem dito por você. Honra a minha estar ao lado de vocês. E que sempre tenhamos o espírito forte para levar a paz e ávido a experimentá-la todos os dias. Forte e fraterno abraço.
Nunca havia pensado que uma palavra tão pequena comportasse tantas imagens e tantos neologismos. Mestre Guimarães que o diga, quando não há palavras pra traduzir o que há dentro do peito, cria-se, inventa-se, recria-se.
O mundo mais do que nunca busca a paz em caminhos tão tortuosos, enquanto ela se encontra na magia das palavras, na poesia das imagens que o poeta deixa como legado a uma sociedade que a procura onde ela não está.
Lindo poema! Justa homenagem!!!
Um beijo,
Gil
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